POR QUE O CRISTIANISMO É A VERDADEIRA RELIGIÃO?

 

Cada ser humano é distinto e único.

Apesar dessa distinção, há algo comum em cada um de nós, que independe da raça, ideologia, época, cultura, sexo, idade ou classe social, que é a repulsa à morte e o desejo da eternidade. Isso se dá, pelo fato de que o ser humano não fora criado para morrer, mas para usufruir da vida eterna. Ora, é próprio do imperfeito a busca por aquilo que lhe aperfeiçoa, lhe convém, e para o qual fora concebido.

Sendo próprio do homem, a mulher; e da mulher, o homem; do filho o amor aos pais, e dos pais o zelo e proteção aos filhos, e de cada indivíduo a busca pela felicidade, também é próprio do ser humano a imortalidade, e legítima, portanto, é essa sua busca por essa condição, outrora perdida:

“Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. (Sabedoria 2. 23)”

“[…] necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. (I Coríntios 15. 53)”

Nenhum ser humano tem domínio sobre sua perpetuação.

O pensamento racional, que nos confere a trágica compreensão da finitude de toda vida, nos dota da consciência de que, no mundo natural, regido pela matéria sensível, o qual conseguimos captar, perceber e interagir pelos sentidos naturais, a vida eterna não pode ser encontrada.

Também discernimos racionalmente que toda criação obedece a uma certa Lei inteligente e invisível, não criada por mãos humanas, a qual promove a conservação, harmonia e regência perfeita de toda ordem criada, conduzindo a criação para os fins que justificam sua existência.

Do que se conclui que se o universo é conservado por uma Inteligência Superior, e sendo essa Inteligência (Poder) capaz de conservar, é de igual modo capaz de criar e recriar.

Surgiram então as religiões, como manifestações inatas aos seres racionais, pois se a eternidade torna a vida perfeita, e a comunhão com o Pai aperfeiçoa os filhos, de certo que é próprio de toda humanidade buscar sua perfeição junto à Divindade criadora.

“(Ele) o único que possui a imortalidade e habita em luz inacessível, a quem nenhum homem viu, nem pode ver. A Ele, honra e poder eterno! (I Timóteo 6. 16)”

Sendo próprio da humanidade buscar ao Deus criador, é óbvio que também é próprio desse Deus criador se revelar para se fazer encontrar, pois qual propósito da Divindade criar todas as coisas, especialmente, o ser humano, a sua imagem, dotá-lo de razão e intelecto só para depois ocultar-se dele, abandonando-o?

“[…] tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, porque Ele é encontrado pelos que não o tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança. (Sabedoria 1. 1, 2)” 

Se a religião é a busca ou continuação da vida eterna por estar junto do seu imortal Criador, é certo que a religião teve seu começo quando da existência do primeiro homem.

Nisso, delineamos as práticas devocionais, como sendo o conjunto de rituais, liturgias, doutrinas e ofertas de sacrifícios ordenados em ganhar junto à Divindade, a vida eterna outrora desperdiçada.

Mas há um falso argumento de que toda crença, e todas as religiões seriam na verdade, partículas de um todo comum que levaria o ser humano ao encontro do seu Criador para com Ele viver eternamente.

Poderíamos sintetizar tal ideologia:

“Toda religião é boa, e Deus está em todas as religiões! ”

“O importante é ter uma religião, não importando qual! ”

“Deus não criou religião alguma!”

Precisamos tirar Deus das religiões!”

Ora, como poderíamos dizer inserido num todo, aquilo que por sua natureza não se une?

Como entender sendo uma verdade única, aquilo que perfaz em inúmeras verdades conflitantes; deuses distintos; crenças antagônicas, além de religiosidades que se opõem entre si, como sendo um todo comum, uma verdade única, una e homogênea?

Como a manifestação de um mesmo Deus pode afirmar “verdades” divergentes e incompatíveis sobre um mesmo ponto?

O kardecismo defende a eternidade na continuidade de vivência da alma em novos corpos por meio de reencarnações. Já o islamismo prega a obediência literal ao livro como regra de fé e prática moral, ao passo que o zoroastrismo revela que se adquire a eternidade pela negação ao livre arbítrio para entregar-se à regência dos astros, conforme decifrados nos signos do zodíaco. Os iorubás de matriz afro-americanas apregoam a evolução da vida através de sacrifício de bens materiais e vida animal às forças da natureza (orixás); além do budismo defender que pela sabedoria ancestral por via da meditação (yôga) se alcança a plenitude espiritual. E não esqueçamos as seitas ufológicas, que cristalinam a ideia de que os homens primitivos tomaram por deuses astronautas (seres interplanetários), os quais criaram o ser humano como experimento, erguendo as primeiras civilizações, sendo agora, necessário que encontremos o elo entre um e outro para que vivamos, e por aí, milhares de crenças foram elaboradas ao longo da história.

Todavia, nas religiões pagãs, sejam elas politeístas ou monoteístas, temos um traço comum.

Elas partem do suposto de que para alcançar a eternidade, basta ao indivíduo que manifeste a vontade de adquiri-la, e, concomitantemente, convença ao seu “deus” que é merecedor da eternidade, mediante ofertas (agrados) consistentes em bens, tesouros, comidas, vidas humanas ou animais e seus pertences materiais mais valiosos em sacrifício de adoração.

É como se dissesse à Divindade:

[…] agora, pelo mérito da minha oferta, tornei-me merecedor da vida eterna. 

Essas manifestações religiosas vertem-se do homem que se exalta para Deus, visando persuadi-lo a considerar-lhe digno da vida eterna.

Mas dentre as incontáveis confrarias, crenças e credos, apenas uma religião destoa desse contexto.

Existe uma manifestação religiosa em sentido totalmente antagônico, que verte de Deus para o homem. Do Deus que se humilha, flagela e vilipendia-se para levar o ser humano a eternidade junto Dele, pois está ciente que não há mérito suficiente na raça humana decaída para elevá-la à perfeição, e neste estado, permanecer vivendo eternamente com o seu Criador:

“Cessai de confiar no homem, cuja vida se prende a um fôlego: como se pode estimá-lo? (Isaías 2, 22)” 

Em todas as religiões pagãs, é o homem que procura sair da terra e ir para o céu.Mas só no Cristianismo, há a revelação profética de que o homem não poderia ir para o céu, sem que antes, Deus viesse à terra.

“Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7,14), que significa: Deus conosco. (São Mateus 1, 23)”

Cientes de que o pecado dos seus pais, Adão e Eva, resultou na morte de ambos, e que através deles, seus filhos e descendentes estariam a mercê da mesma morte, Caim ofertou a Deus o melhor de seu trabalho, de seu dom e mérito, na esperança de que por engenho e idoneidade humana, pudesse lhe convencer a agraciá-lo com vida eterna.

Caim, sendo agricultor, ofertou dos seus méritos: 

“Ofereceu Caim, os frutos da terra em oblação ao Senhor; mas o Senhor NÃO OLHOU para sua OFERTA, NEM PARA OS SEUS DONS.  (Gênesis 4. 3 e 5)”

Em sentido oposto, Abel reconhece que nada pode, nada tem, nada dispõe para oferecer em troca da eternidade, senão, a esperança de que o próprio Deus (in persona), representado num cordeiro animal, escolhido dentre os primogênitos perfeitos, viesse e o arrebatasse de sua condição mortífera.

“Abel, de seu lado, ofereceu dos PRIMOGÊNITOS do seu rebanho; e o SENHOR OLHOU COM AGRADO PARA ABEL E SUA OBLAÇÃO. (Gênesis 4. 4)”

O cordeiro primogênito sacrificado é a figura simbólica de Cristo.

Podemos anotar, que a fé de Caim é a síntese do paganismo; enquanto a fé de seu irmão Abel é a precursora do Cristianismo.

Logo, a verdadeira religião é de Deus para o homem, e não do homem para Deus.

É Deus buscando fazer através do humano; e não o humano procurando realizar através de Deus como induz a crer os não cristãos, sendo esta, a síntese mais clara e objetiva que só p o cristianismo é a verdadeira religião:

“Povos, escutai bem! Nações, prestai-me atenção! Pois é de mim que emanará a doutrina e a verdadeira religião que será a luz dos povos. (Isaías 51, 4)”

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