POR QUE CONVINHA CRISTO SER POSTO NO MEIO DE LADRÕES, LEVANDO UM DELES AO PARAÍSO?

O enigma da Cruz, pelo qual a Divina Providência colocou CRISTO, em sua pena sacrificial, ladeado por dois malfeitores, é desvendado no âmbito da JUSTIÇA DIVINA: 

Crucificaram COM ELE DOIS BANDIDOS: um à sua DIREITA e outro à ESQUERDA.(São Mateus 27, 38)

Moldava-se a trágica cena da Morte do CRISTO, com dois coadjuvantes  iníquos  e  um  PROTAGONISTA santo, imaculado e perfeito.  

O que muitos não atentam, é que a passagem da crucificação prefigurou o que será futuramente, o juízo final de toda humanidade.

A crucificação pressagiou o vindouro PODER JUDICIÁRIO DIVINO, Personificado e Executado em CRISTO naquele episódio particular em relação aos dois ladrões, como haverá de ser em relação a todo gênero  humano, no final dos tempos.

Em sua primeira vinda, não tinha ainda, NOSSO SENHOR, o propósito de julgar a humanidade, mas de lhe revelar e imprimir o caráter da salvação: 

Eu não vim para julgar o mundo, vim para salvá-lo.” (São João 12. 47)

Todavia, depois de ascender ao Trono Celestial, sentou-se à Direita de Deus Pai, para com Ele exercer a JUSTIÇA, na oportunidade da sua segunda vinda.

Está escrito: 

Ele será ÁRBITRO de numerosas nações e JUIZ de povos longínquos e poderosos.” (Miquéias 4. 3)

Eu te conjuro em presença de Deus e de JESUS CRISTO, QUE HÁ DE JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS, por sua aparição e por seu Reino, (II Timóteo 4, 1)

Nisso ensinou Santo Tomás:

Por onde, estar sentado à Direita do Pai, outra causa não é senão participar simultaneamente com Ele da Glória e do PODER JUDICIÁRIO. E isso de modo imutável, e como Rei.” (Suma Teológica, Q 58 art. 2, Livro IIIa, ano 1.248)

Na crucificação, quis CRISTO apresentar o ensaio, num fragmento representativo da eficiência do seu sacrifício na aplicação da Justiça Divina.

Os dois ladrões representaram dois pontos antagônicos: DIREITA e ESQUERDA,  sendo  a  assembleia dos israelitas, a ilustração do póstero Tribunal Celeste.

E no MEIO dos bandidos, porém, acima deles, fincou-se a Cruz mais elevada que albergou o Poder Supremo do Cordeiro de Deus, capaz de conceder aos malfeitores, o  veredicto da absolvição ou condenação.

Essa localização CENTRAL e SUPERIOR da Cruz de Cristo, não surgiu como algo aleatório, mas por ser a exata posição em que se assentam os Tronos dos Reis e os Púlpitos dos Magistrados, em referência aqueles que seriam julgados:

[…] porque o Senhor é NOSSO JUIZ, o Senhor é nosso Legislador; o Senhor é NOSSO REI QUE NOS SALVARÁ.” (Isaías 33, 22)

Não por outra razão, a Cruz de CRISTO situou-se ao CENTRO das cruzes.

Leciona Santo Tomás:

Se considerarmos a Natureza Divina de Cristo, então é manifesto que TODO O JUÍZO DO PAI, PERTENCE AO FILHO, pois como o Pai faz todas as coisas pelo seu Verbo, também pelo seu Verbo julga todas as coisas.” (Suma Teológica, Q 59 art. 2 Livro IIIa)

E no decorrer da crucificação%

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