A MATERNIDADE DE MARIA TESTEMUNHA DEUS QUE NASCEU NUMA HUMANIDADE.

O Verbo Divino é Deus, e Deus que se Encarnou como homem, e homens não nascem, não são gerados senão por mães. 

“E o Verbo SE FEZ CARNE e habitou entre nós.” (São João 1. 1) 

Se fez carne, porque não era carne desde o princípio, e encarnando-se numa humanidade, passou a ter parentela e genealogia, sendo que para ter genealogia, era necessário ter MÃE. Por isso, Maria é verdadeiramente a MÃE DE DEUS, conforme declarou o Profeta:

Eis que a Virgem CONCEBERÁ, e dará à luz a UM FILHO que se chamará Emanuel, que significa DEUS CONOSCO. (São Mateus 1.23)”

A maternidade extraordinária de Maria testemunha a natureza humana que Deus tomava, ao se fazer homem no ventre de uma Virgem:

“Enviando, por causa do pecado, o seu próprio Filho NUMA CARNE SEMELHANTE à do pecado, condenou o pecado na carne. (Romanos 8.3) ”

Cristo não precisou ter mãe, como também não precisou ter nascido. Mas assim fez, para que ninguém contestasse a humanidade de Deus através do Filho, pois era preciso não só que cressemos em sua Divindade, como reconhecessemos também que sua Divindade se unira definitivamente à humanidade, para o sacrifício da Cruz, pois “[…] todo espírito que PROCLAMA que JESUS SE ENCARNOU é de Deus.” (I São João 4, 2)

A filiação humana de Jesus pela Santíssima Virgem, convinha para o testemunho público de que em Cristo, Deus se fez homem sem deixar de ser Deus:

“Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que NASCEU DE UMA MULHER , (Gálatas 4, 4) ”

Tendo optado existir numa humanidade, o ser Divino ESCOLHEU SER GERADO NO MODELO DA CRIATURA FEITA A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, unindo a essência eterna do Criador com a matéria da criação para dar a esta criação que se pervertera, a chance de se redimir, e se eternizar:

Ensina São Cirilo:

“[…] Pois, O VERBO DE DEUS NASCEU DE DEUS PAI; MAS COMO ASSUMIU A CARNE HUMANA, DEVEMOS CONFESSAR QUE, PELO SEU CORPO, NASCEU DA MULHER. LOGO, DEVEMOS CONCLUIR QUE A SANTÍSSIMA VIRGEM DEVE SER CONSIDERADA MÃE DE DEUS; NÃO POR SER MÃE DA DIVINDADE,[…] “MAS POR SER MÃE DA PESSOA QUE EM SI UNIA A DIVINDADE E HUMANIDADE (FORMA). (Epístola contra Nestório, ano 349) ”

“Muito me admiro de que haja quem duvide se efetivamente a Virgem Santíssima deve ser chamada Mãe de Deus. SE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO É DEUS, POR QUE MOTIVO É QUE A VIRGEM SANTÍSSIMA, QUE O DEU À LUZ, NÃO HAVERIA DE SER CHAMADA MÃE DE DEUS? ESTA É A FÉ QUE OS DISCÍPULOS DO SENHOR NOS TRANSMITIRAM, EMBORA NÃO USASSEM ESTA MESMA EXPRESSÃO. Assim nos ensinaram também os santos Padres. Em particular Santo Atanásio, nosso pai na fé, de ilustre memória, no livro que escreveu sobre a santa e consubstancial Trindade, na terceira dissertação a cada passo dá à Santíssima Virgem o título de Mãe de Deus. […] TAMBÉM JOÃO, ANTES DE SER DADO À LUZ, EXULTOU DE ALEGRIA, AO OUVIR A VOZ DE MARIA, MÃE DE DEUS» (Epístola contra Nestório, ano 349) ”

Na Tradição Apostólica dos primeiros séculos, ainda temos:

São Dionísio Areopagita:

“MARIA é FEITA MÃE DE DEUS.” (S. Dionisio In revel. S. Brigit)

Orígenes: “MARIA É MÃE DE DEUS, UNIGÊNITO DO REI E CRIADOR DE TUDO O QUE EXISTE.” (Orig. Hom I, in divers. – Sec. II)

Santo Atanásio diz: “MARIA É MÃE DE DEUS, COMPLETAMENTE INTACTA E IMPOLUTA.” (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)

Santo Efrém: “MARIA É MÃE DE DEUS, NASCIDA SEM CULPA” (S. Ephre. Thren. B.V.).

São Jerônimo: “MARIA É VERDADEIRAMENTE MÃE DE DEUS.” (S. Jerôn. In Serm. Ass. B.V.).

Santo Agostinho: “MARIA É MÃE DE DEUS, FEITA PELA MÃO DE DEUS“. (S. Agost. In orat. Ad heres)

Por sua filiação mariana, Cristo, que é Deus Encarnado, tornava-se o Messias da descendência sanguínea de Davi, conforme promessa de Deus:

JESUS CRISTO, Nosso Senhor, DESCENDENTE DE DAVI QUANTO A CARNE” (Romanos 1, 3)

Cristo não é meio homem, e meio Deus, nem um homem separado de Deus, nem a Divindade separada da humanidade, mas o próprio Deus feito homem, tomando nova forma em nossa carne numa humanidade plena, completa e perfeita.

Não fosse para testemunhar que no Filho, Deus tornava-se homem sem precisar separar-se de sua Divindade, não precisaria nascer por meio da Mulher.

Assim, aquele que sempre existiu na eternidade, passou na Encarnação a existir no tempo, através da GERAÇÃO POR MEIO DE UMA MULHER.

MARIA, MÃE DE JESUS, MÃE DE DEUS.

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