SENDO O CRISTIANISMO VERDADEIRA RELIGIÃO, A FÉ CATÓLICA É SUA ÚNICA MANIFESTAÇÃO AUTÊNTICA.

O Cristianismo é a verdadeira religião, porque só o Cristianismo se tornou depositário da profecia devidamente cumprida, de que o homem não poderia ir até Deus, sem que antes, Deus viesse até ele.

“Povos, escutai bem! Nações, prestai-me atenção! Pois é de mim que emanará a doutrina e a verdadeira religião que será a luz dos povos. (Isaías 51, 4)”

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Surge então, outra inquietante questão: se o Cristianismo é a verdadeira religião, qual a fé, a Igreja e a doutrina, que o expressaria autenticamente, dentre as inúmeras crenças geradas até hoje das incontáveis divisões e cisões na cristandade, principalmente nos últimos 500 anos?

Como identificar a fé cristã, dentre tantas e incontáveis que assim se autoproclamaram à partir do movimento de divisão conhecido como protestantismo, iniciado no século XVI? Qual seria a única e verdadeira Igreja? E qual doutrina seria de fato, aquela deixada por Cristo, e transmitida pelos Apóstolos?

Apenas a fé e a Igreja Católica são genuinamente expressão plena e perfeita do Cristianismo.

Podemos provar satisfatoriamente esse fato com apenas 09 fundamentos escriturísticos, sintetizadas à partir Dogma de que CRISTO É A VERDADE: 

I.   Cristo é a única Verdade> “Eu sou o caminho, e a VERDADE e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (São João 14,4)

II.  E a Verdade que é Cristo está depositada numa Igreja> “[…] se eu tardar, quero que saibas como deves te portar na casa de Deus, que é A IGREJA de Deus vivo, COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE.” (I Timóteo 3,15)

III. Essa Igreja, fora edificada no tempo e na história pelo próprio Cristo, quando andou entre nós, dando a ela as CHAVES que ligam o céu e a terra> Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra EDIFICAREI A MINHA IGREJA,” “EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (São Mateus 16, 18 e 19)

IV.  Saiu de Jerusalém para dar testemunho em Roma> “Apareceu-lhe o Senhor e disse: Deste testemunho de mim em Jerusalém, IMPORTA TAMBÉM QUE DÊS EM ROMA.” (Atos dos Apóstolos 23, 11)

V.   Permanecendo em Roma, fora profetizado que por meio dela, Cristo esmagaria a serpente> “O Deus da Paz NÃO TARDARÁ A ESMAGAR SATANÁS DEBAIXO DOS VOSSOS PÉS.”  (Romanos 16, 20)

VI  E que a SÃ DOUTRINA viria por intermédio dela, pois dos fiéis romanos fora dito> “[…] estais CHEIOS DE UM PERFEITO CONHECIMENTO.” (Romanos 6, 17)

VII. Essa Igreja Romana levaria a verdade doutrinária de Cristo, de modo ortodoxo, sem distorções ou contradições, para todos os povos da terra>EM TODO O MUNDO É PRECONIZADA A VOSSA FÉ.” (Romanos 1, 8)

VIII. E quem não a reconhece como a verdadeira Igreja edificada por Cristo, não reconhece ao próprio Cristo> “JESUS DISSE: E se RECUSAR OUVIR TAMBÉM A IGREJA, seja ele para ti como um pagão e um publicano.” (São Mateus 18. 17 e 18)”

IX. Por fim, a Igreja Romana fora orientada profeticamente sobre heresias e apostasias que viriam no futuro por insensatos, falsos profetas e falsos doutores que promoveriam rebeliões, protestos e divisões que trariam doutrinas estranhas aquela entregue aos Apóstolos, e por eles transmitida: “Rogo-vos, que desconfieis daqueles que CAUSAM DIVISÕES e escândalos, APARTANDO DA DOUTRINA QUE RECEBESTES. Evitai-os! (Romanos 16, 17)”

Para início da investigação, temos forçosamente que retornar a explicação sobre a essência e o conceito da genuína religião dada por Jesus.

Se a verdadeira religião, é Deus realizando a salvação da humanidade por meio da humanidade do Filho, de certo que a salvação vinda de Deus só pode ser buscada e encontrada na humanidade por Ele assumida para o sacrifício em nosso favor, sendo errôneo e infrutífero para o homem, tentar buscar a salvação, e querer achá-la diretamente na Divindade.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. (São João 1, 1)  “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós,  (São João 1, 14)”

A fé cristã recebida dos santos Apóstolos, não está fundada em ideologias, técnicas de autoajuda ou persuasão de pensamentos. Nem em emotividades irracionais, interpretações pessoais das Escrituras que geram opiniões relativistas, sujeitas as mudanças segundo a conveniência momentânea.

Funda-se na autossuficiência de uma HUMANIDADE santíssima, imortal e incorrupta tomada pela Divindade, cuja comunhão com nossa humanidade corrompida e mortal, constituiu-se no meio único e necessário à nossa vida eterna.

Somos um só CORPO EM CRISTO“. (II Coríntios 12, 27)

A Divindade agora, age por via da humanidade assumida, e nada realiza no plano da salvação, senão por este Corpo assumido, pois se da raça humana veio o pecado, da raça humana haveria de vir a reparação desse pecado.

“Foi em virtude desta vontade de Deus, que temos sido santificados uma vez para sempre, PELA OBLAÇÃO (SACRIFÍCIO) DO CORPO DE JESUS CRISTO. ” (Hebreus 10,10) 

Apenas a exata compreensão do que significou a ENCARNAÇÃO DO VERBO, em seus efeitos reais e práticos inseridos dentro da nossa realidade, 〈chamados sacramentos〉, nos quais temos comunhão com o sacrifício de Cristo, é o que se pode reconhecer, e se identificar como fé cristã. 

O pecador jamais poderá receber as graças da salvação diretamente da DIVINDADE, pois todo favor e misericórdias indispensáveis à reparação dos delitos espirituais para almejo da vida eterna, lhes serão canalizadas exclusivamente pela humanidade que o próprio Deus assumira na Pessoa do Filho, vertendo-se posteriormente para a humanidade daquele que crê.

Onde reside a doença, aplica-se o remédio que com ela seja compatível.

Sana-se, e sara-se a humanidade do pecador através da comunhão com a humanidade justa e santa do Cordeiro sacrificado, a qual perfaz nosso remédio espiritual.

Se na humanidade Divinizada do Verbo está a morte sacrificial da velha natureza adâmica para que possamos obter a ressurreição na nova natureza cristocêntrica, óbvio que nos ligarmos, e conservarmos essa ligação com Cordeiro é o único modo de morrermos em nossas imperfeições, e ressuscitarmos na santidade de sua humanidade santíssima e impecável.

“PERMANECEI EM MIM, E EU PERMANECEREI EM VÓS.” (São João 15, 4)

Por isso, a mediação redentora de Jesus só acontece na realidade de sua HUMANIDADE PERPÉTUA, e ainda presente misteriosamente entre nós, como disse o Apóstolo: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, JESUS CRISTO HOMEM. (I Timóteo 2, 5)

Só sendo Deus e homem, sem confusão ou separação, para promover a reunião da Divindade com a humanidade:

“Ele nos reconciliou PELA MORTE DE SEU CORPO HUMANO, para que nos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do Pai. ” (Colossenses 1.22)

Sendo plenamente Deus, além de plenamente homem, é certo que Cristo possui todos os atributos Divinos, sem os quais não se poderia dizer Dele como Pessoa Divina.

Dentre esses atributos está a ONIPRESENÇA.

Assumido um Corpo humano unido definitivamente à sua Divindade, tornando-se uma só Pessoa em duas naturezas distintas (humana e Divina), não resta dúvida que Ele Divinizou esse Corpo, e nele, toda plenitude da Divindade se expande à sua humanidade:

“Pois nele HABITA CORPORALMENTE TODA A PLENITUDE DA DIVINDADE. (Colossenses 2. 9)”

“Porque agradou a Deus FAZER HABITAR NELE TODA A SUA PLENITUDE.” (Colossenses 1. 19)” 

“Mas aquele que fora colocado, POR POUCO TEMPO, abaixo dos anjos, Jesus, nós o vemos, por sua Paixão e morte, coroado de glória e de honra. ASSIM, PELA GRAÇA DE DEUS, A SUA MORTE APROVEITA A TODOS OS HOMENS.” (Hebreus 2.9)

Assim, o Verbo Encarnado, que é homem e Deus sem confusão ou divisão1 em suas naturezas Humana e Divina, é também, obviamente, ONIPRESENTE em sua HUMANIDADE, porque do contrário, Ele não poderia mediar nela, nos tempos atuais, a nossa salvação.

Deus intermedia a salvação da humanidade pecadora através da HUMANIDADE PONTÍFICE E DIVINIZADA DO VERBO, instituindo somente desse modo, a relação salvífica entre o Criador e os seres humanos.

Daí, a necessidade do reconhecimento de que O VERBO ENCARNADO É ONIPRESENTE SUA HUMANIDADE, PORQUE NELA HABITA A PLENITUDE DE SUA DIVINDADE. Se sua Humanidade Mediadora não nos estivesse disponível após o sacrifício e ressurreição, e se em qualquer tempo, não nos fosse dado interagir com Deus, nela, e através dela, a Encarnação do Verbo teria sido em vão.

Não fosse onipresente, não habitaria na natureza humana do Cristo a plenitude da sua Divindade.

E quem não é plenamente onipresente não é plenamente Deus.

Nisto se distingue a fé Católica das crenças e teorias extravagantes, nascidas à posteriori, e que se autoproclamaram “cristãs.”

Por sua Onipresença, a HUMANIDADE DO VERBO não é apenas uma ideia vaga e distante, mas realidade extraordinária e sobrenatural ainda presente e atuante conosco, não só espiritualmente, mas corporalmente, para o alcance da nossa salvação.

Podemos negar que o Verbo se encarnou, negando esse fato diretamente, ou negando os efeitos sobrenaturais e perpétuos que ele produziu.

Toda crença que nega a onipresença da humanidade sobrenatural de Cristo na água (Batismo) e no sangue (Eucaristia), pelos quais somos ligados para redenção dos pecados, está na verdade, negando os efeitos sobrenaturais e salvíficos da Encarnação do Verbo, ainda que os adeptos dessas crenças não tenham consciência dessa grave situação produzida por uma falsa fé, gerada no “espírito” do anticristo:

Muitos sedutores têm saído pelo mundo afora, os quais não proclamam Jesus Cristo que se encarnou. Quem assim proclama é o sedutor e o anticristo. (II São João 1, 7)” 

Crer na Encarnação do Verbo, implica acreditar que Deus tomou um corpo humano extraordinariamente; e que continua atuando de maneira sobrenatural na história por meio desse Corpo dotado do atributo da onipresença.

Contudo, a falsa fé cristã defende que a Comunhão com Cristo, para nos conduzir a remissão dos pecados, se daria apenas espiritualmente.

Ora, sendo Cristo inseparavelmente homem visível e Deus invisível, igual ao ser humano que também é corpo visível e alma invisível, a Comunhão de um com outro haverá de se dar tanto pela realidade visível do Corpo material, quanto pela realidade invisível do Espírito.

Não nos é dado unirmos à Cristo só pelo Espírito, mas pelo Espírito e pela matéria, em razão da promessa da santificação do corpo enfermo para ressurreição na plenitude da glória com Deus.

Poderiam indagar os incrédulos, cismáticos e infiéis: 〈Não logramos ver a humanidade de Cristo presente entre nós em sua FORMA HUMANA.〉

Todavia, um corpo humano pode estar presente, tanto em essência, quanto na forma, ou apenas em sua essência.

Tem-se por essência tudo que está contido substancialmente num ser, sem a qual esse ser não seria, senão, outra coisa.

Essencialmente, todo corpo humano é composto de água, sangue e carne.

Se decompormos a forma de um corpo humano, substancialmente, iremos encontrar apenas e tão somente sangue, água e carne. E o VERBO ENCARNADO não está preso a FORMA HUMANA, como ensinou a Tradição Apostólica em Santo Atanásio1:

“O Verbo não está circunscrito ao Corpo; estava no Corpo sem deixar de estar em outras partes, simultaneamente; e enquanto Verbo, vivifica todos os seres; enquanto Filho estava ao lado do Pai, e quando a Virgem o gerou, nada sofreu; O Verbo não pode ser contido por nada. Ele contém em si mesmo todas as coisas. Em sua Natureza Humana, Ele é matéria universal e singular. Mesmo presente na singularidade do corpo humano, é Ele universal em todas as coisas; Ele está contido em todo processo da natureza criada, e nem a presença numa matéria o manchou. Pelo contrário, Ele é quem santificou a matéria. (Encarnação do Verbo, p. 148/9, ano 180 DC)”

Cristo testemunhou de si, corporalmente, no Santíssimo sacramento do pão e vinho, como também testemunhou de seu Corpo presente na Igreja.

“TOMAI E COMEI, ISTO É MEU CORPO.” (São Mateus 26, 26)

“Certamente, ninguém jamais aborreceu SUA PRÓPRIA CARNE; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como CRISTO faz à sua IGREJA. (Efésios 5, 29) “

 “[…] pois o marido é o chefe da mulher, como CRISTO é o chefe da IGREJA, SEU CORPO, da qual ele é o Salvador. (Efésios 5, 23)”

A humanidade de Cristo nos deixou selos e sinais de seu sacrifício, na água que escorreu de sua costela aberta por uma lança, da qual veio o Batismo. Do mesmo modo, do seu sangue e sua carne martirizada nos veio a Eucaristia, na Nova Aliança que restaura nossa humanidade enferma, para que recebamos a ressurreição da nossa carne na humanidade santíssima do Cordeiro crucificado.

Esses sinais corpóreos, são tutelados, partilhados e ministrados somente através da Autoridade da Igreja, a quem fora confiada sua guarda através do Espírito Santo, que à ela fora dado para esse propósito.

Ninguém poderá sacrar, ou instituir validamente os sacramentos, senão pela autoridade da Igreja romana, firmada nos Apóstolos:

“A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus” (São Lucas 8, 10)

“Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós. (II Timóteo 1, 14)”

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.* (São João 14, 16)”

“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, irá ensinar-vos todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos tenho dito. (São João 14, 26)

Por esta razão, Igreja é aquela que fora instituída no firmamento dos apóstolos, e transmitida apenas aos seus sucessores legítimos, através do sacramento da ORDEM que expressa a SUCESSÃO APOSTÓLICA:

“[…] edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e Profetas, tendo por Pedra Angular o próprio Cristo. (Efésios 2, 20); 

A fé cristã está firmada nos sinais materiais corpóreos do Verbo, os quais perfazem a extensão visível e comunicável da sua humanidade onipresente em nós, quando recebemos o Batismo e a Eucaristia, dando conta de que a vida eterna não será concedida por Deus diretamente na humanidade de cada um de nós, sendo primeiro, depositada na humanidade do Mediador para só depois ser comunicada aqueles que, pelo primeiro sinal (Batismo), aderiram ao Corpo Místico de Cristo como membros, e posteriormente, pelo seu sangue sacrificial Eucarístico, realizaram a completa remissão dos pecados.

Só na comunhão com o CRISTO COMPLETO, UNO E INDIVISÍVEL em sua humanidade e Divindade, nos é possível receber a remissão dos pecados e a perseverança da salvação:

“DE SUA PLENITUDE, todos nós recebemos graça sobre graça. (Atos dos Apóstolos 17. 29)”

“[…] Ele arregou nossos pecados EM SEU CORPO SOBRE O MADEIRO, para que mortos pelos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, POR SUAS CHAGAS FOMOS CURADOS. (Isaías 53, 5)” (I São Pedro 2, 24)

Os sinais produzidos na água, no sangue e na carne do Cordeiro dão origem a outros cinco sinais (crisma, matrimônio, ordem, unção aos enfermos, penitência), perfazendo os 07 selos2 de sua humanidade onipresente e redentora eternamente entre nós.

Esses sinais corpóreos de Cristo chamamos SACRAMENTOS.

Por esta razão, a Igreja considerada o Corpo genuíno de Cristo, é somente aquela que guarda e ministra com autoridade, os sinais materiais de sua humanidade. E guardar o Corpo é dever recíproco entre Esposa e Esposa, sendo por isso, também dado à Igreja, o papel de ESPOSA ÚNICA E FIEL do Cordeiro de Deus.

Para melhor compreensão, reportemos ao início de todas as coisas.

São Paulo identifica a Pessoa de CRISTO com a figura de ADÃO:

“Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gn 2,7); o segundo Adão é espírito vivificante. (I Coríntios 15, 45)”

Adão fora o primogênito de Deus na obra criada, formado da terra.

É o primogênito de Deus, criado imortal, sem defeito ou pecado, que subiu da terra (do barro em que fora formado) para o céu (Jardim do Éden, sua casa e habitação)

Deus sabia que não convinha Adão estar só:

“Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja adequada. (Gênesis 2. 18)”

“Então, rasgou-lhe as entranhas e retirou de uma de SUAS COSTELAS, sua ajudadora e esposa, a mulher, Eva: Então, o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia (morte não definitiva), TOMOU-LHE UMA COSTELA e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.” (Gênesis 2. 21 e 22)”

E disse a eles, como num matrimônio:

“Por isso, o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” (Gênesis 2. 24 e 25)

Cristo, o novo Adão, é o primogênito do Céu, o incriado santo de Deus cujo corpo imaculado fora gerado e formado da carne puríssima da Santíssima Virgem, e que descera do céu para a terra.

Assim como não era bom que o primeiro Adão estivesse só, também não convinha que o segundo Adão estivesse. 

E como fez com o primeiro Adão, Deus dá ao Cristo, segundo Adão, um sono profundo no calvário (morte não definitiva), e rasgando-lhe o lado da costela, faz sair água e sangue.

Como Eva saiu do lado do marido Adão; a esposa Igreja surgiu do lado do Cristo, seu marido, formada da água (Batismo) e do sangue do sacrifício da nova aliança (Eucaristia), nos quais nascerão todos os filhos espirituais, frutos desse consórcio sobrenatural.

E se Cristo, o Adão perfeito, é imaculado e santo, também santa e imaculada é a Igreja, sua esposa, formada nas suas entranhas, sendo carne da sua carne e sangue do seu sangue.

“Eis que o Senhor criou uma coisa nova sobre a terra: É A ESPOSA QUE CERCA DE CUIDADOS O ESPOSO. ” (Jeremias 31, 22)”

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, porque se aproximam as núpcias do Cordeiro. SUA ESPOSA ESTÁ PREPARADA. (Apocalipse 19, 7)”

Tal como dito de Adão e Eva, de serem uma só carne, numa só humanidade, num só corpo, restou dito da humanidade de Cristo, o Adão perfeito, ser um só Corpo com a Igreja, sua esposa.  E todo aquele que perseguir em fúria a Esposa, torna-se perseguidor do Esposo: “Saulo, Saulo por que ME PERSEGUES? QUEM ÉS, SENHOR? ’ Respondeu ele: ‘EU SOU JESUS, A QUEM TU PERSEGUES. ” (Atos 9,1-5)

Portanto, quem persegue a Esposa, persegue também ao marido, incumbido em lhe defender: “Maridos, AMAI AS VOSSAS MULHERES, COMO CRISTO AMOU A IGREJA E SE ENTREGOU POR ELA; assim, os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem AMA A SUA MULHER, AMA-SE A SI MESMO. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja. (Efésios 5. 25, 28 e 29)”

“[…] pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da IGREJA, seu CORPO da qual ele é o Salvador. (Efésios 5, 23)”

Sendo eterna E INDISSOLÚVEL a união matrimonial entre homem e mulher, realizada numa só carne, também eterna e numa só carne é o matrimônio entre Cristo e a Igreja.

Deus uniu, o homem não separa.

Isso se aplica, com muito mais razão em relação ao Cordeiro (Cristo) de sua Desposada (Igreja).

Tendo Cristo cumprido toda a lei dos profetas4, inclusive, os Dez Mandamentos, Ele não poderia adulterar, e não sendo ADÚLTERO, não abandonaria sua Esposa, nem a trocaria por amantes ou concubinas surgidas muito depois do Matrimônio Divino.

Se para os Esposos é lícito apenas uma Esposa, haverá apenas uma Igreja para Cristo, sua Esposa fiel.

Apenas uma única Igreja, virgem, santa e sem mácula em seu Depósito da Fé que é eterno, não podendo ser leviana, e nem cortesã: “[…] PORQUE VOS DESPOSEI COM UM ÚNICO ESPOSO e vos apresentei a Cristo como VIRGEM PURA. (II Coríntios 11, 2)” 

No Matrimônio sobrenatural, a Igreja chorou espiritualmente por Jesus Cristo, quando de sua crucificação no calvário, conforme profetizado:

“O recém-casado lamentava-se E A ESPOSA CHORAVA no leito nupcial. (I Macabeus 1, 27)” 

Mas se a finalidade do matrimônio é a prole, como ordenado por Deus que Adão e Eva gerassem filhos naturais da carne e do sangue, também de Cristo e a Igreja é reivindicado que gerem filhos espirituais, através da água, da carne e do sangue do Esposo Místico.

A água que desce da costela de Cristo é figura do Batismo, quando então, nascemos do Esposo através da Esposa (Igreja); enquanto pelo sangue, o digníssimo Esposo santifica,alimenta e redime os seus filhos do pecado que os afasta da Comunhão Paterna:

“Em UM SÓ ESPÍRITO fomos BATIZADOS, todos nós, para FORMAR UM SÓ CORPO, […] e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. (I Coríntios 12, 13);

“Contudo um dos soldados lhe FUROU O LADO com uma lança, e logo SAIU SANGUE E ÁGUA. (São João 19. 34)”

“Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, FOMOS BATIZADOS NA SUA MORTE? (Romanos 6, 3)” 

TODOS OS QUE FOSTES BATIZADOS, FOSTES REVESTIDOS DE CRISTO.” (Gálatas 3, 27) 

Jesus replicou-lhe: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus. Nicodemos perguntou-lhe: “Como pode um homem renascer, sendo velho? Respondeu Jesus: “Em verdade, te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito.” (São João 3. 3 a 6)

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (São João 6. 51 e 57)”

“Ele nos manifestou o misterioso desígnio […] DE REUNIR EM CRISTO TODAS AS COISAS, AS QUE ESTÃO NOS CÉUS E as que estão NA TERRA. (Efésios 1. 9 e 10)”

Há, portanto, uma união EXTRANATURAL entre todos os justos e santos, porque nossa relação com Cristo acontece num Corpo, e não em cada um de nós isoladamente: “SOIS O CORPO DE CRISTO, E CADA UM de sua parte, É UM DOS SEUS MEMBROS. (I Coríntios 12, 27)”

Se esposa e esposo são uma só carne, também assim é entre a Esposa (Igreja) e o Esposo (Cristo): “Ele é a Cabeça do CORPO, da IGREJA. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. (Colossenses 1, 18)”

Acontece que só podemos nascer do Esposo Divino e sua Esposa Mística através dos sinais corpóreos do Cordeiro, ou seja, dos sacramentos.

A fé na Encarnação do Verbo não pode ser professada por discursos ideológicos ou conceitos filosóficos abstratos, senão por um meio material que é a humanidade assumida por Deus através do Filho, tendo como forma temporal a Igreja, zeladora dos sinais (sacramentos) nos quais se expressa essa humanidade onipresente .

Em seu Corpo glorioso, Cristo liga o humano ao Divino, e só por sua humanidade, nossa humanidade atinge a Divindade na qual lograremos obter vida eterna. Logo, Cristo nos salva através da humanidade. Nela, Jesus nasce, morre, ressuscita para que toda obra da redenção seja realizada no sacerdócio outorgado por Ele ao Corpo Apostólico (Igreja) que liga o céu e a terra nos sinais de sua humanidade:

“Quem vos OUVE a mim OUVE; e quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou. ” (São Lucas 10, 16)

É inautêntica qualquer doutrina que subtrai a humanidade da relação entre Deus e o homem, os chamados defensores da teoria de que a verdadeira igreja seria “invisível e existiria apenas lá no céu.” Desprezam a humanidade do Verbo, pois querem acessar à Divindade diretamente, independe da união real e mística com a carne do Verbo, desconsiderando os sinais visíveis e corpóreos que nos ligam a Ele, como o Batismo e a Eucaristia, ensinados de maneira terrível e intrincada como meros rituais inúteis de ordenanças simbólicas.

Nessas doutrinas, não há aceitação (consciente ou inconsciente) que Deus, pelo Verbo Encarnado, ainda age e opera pela matéria de sua Humanidade redentora. Ora, sem a humanidade do Cristo, o acesso a Deus é só uma ideia, não uma realidade palpável ainda presente entre nós, tendo por consequência nesses grupos sectários, o esvaziamento do sacerdócio da sua principal função, qual seja, a representação temporal de Cristo, no manejo dos mistérios que vinculam terra e céu:

“Em verdade, TODO PONTÍFICE é escolhido ENTRE OS HOMENS e constituído em favor dos homens COMO MEDIADOR nas coisas que dizem respeito a Deus, para OFERECER dons e SACRIFÍCIOS pelos pecados. (Hebreus 5.1)”

“Que os homens nos conside­rem, pois, como simples ope­rários de Cristo, E ADMINISTRADORES DOS MISTÉRIOS DE DEUS. (I Coríntios 4, 1)” 

Nas chamadas “igrejas invisíveis”3 não se vê doutrina coesa e uniforme, nem autoridade, nem unidade, nem sacerdócio, nem a Humanidade de Cristo onipresente no Altar.

É típico do pseudo cristianismo negar a Igreja, tal como instituída organicamente4 por Cristo e os apóstolos.

Interagimos com o sagrado num Corpo, não numa ideia invisível e abstrata., e por conta disso, ser buscado, e encontrado numa humanidade, implica ser buscado e encontrado num Corpo que é a Igreja: “Cristo é o chefe DA IGREJA, SEU CORPO, da qual ele é o Salvador. (Efésios 5, 23)” 

É irracional crer que Cristo, após sua ascensão ao céu, tenha deixado algo ainda por fazer, uma obra incompleta no plano da redenção. Tudo que Ele realizaria, Ele realizou enquanto em seu ministério junto aos santos apóstolos, para ser herdado por aqueles que os sucederiam até o fim dos tempos.

Na cruz, antes de entregar seu espírito (alma) ao Pai, algumas de suas últimas palavras foram:

ESTÁ TUDO CONSUMADO!5 (São João 19.30)

É falso tudo que veio depois Dele, se dizendo doutrina ou igreja Dele.

Sua Igreja legítima, palpável e efetiva, Ele edificou quando conviveu entre os homens:

Assim como houve entre o povo, falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores, que introduzirão disfar­çadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. (II São Pedro 2, 1)” 

Portanto, tudo o que não possuir vínculo histórico, ministerial e magisterial com a sucessão dos Doze,6 carece de autenticidade:

Perseveravam eles na Doutrina dos apóstolos,”(Atos dos Apóstolos 2, 42)

Designavam presbíteros em cada congregação.” (Atos dos Apóstolos 14, 23)

Não descuideis do carisma que há em ti, que te foi comunicado pela intervenção profética através da imposição das mãos do colégio de presbíteros. (I Timóteo 4,14).  

Quem primeiro disse da Esposa de Cristo como sendo Romana e Católica, foi São Paulo:  “Primeiramente, dou Graças a meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque EM TODO MUNDO É PRECONIZADA A VOSSA FÉ. (Carta aos Romanos, 1, 1 à 8, datação entre os anos de 47 a 60 DC)”

A palavra grega da qual se traduziu “em todo o mundo” é kosmo.

Kosmo e katholikos são sinônimos7 de UNIVERSAL, aquilo que está em todo mundo, em todo lugar* de uma mesma forma, e numa mesma ortodoxia.*

O Magistério Católico Romano, o qual seria anunciado aos quatro cantos da terra, fora por declaração apostólica, elevado à condição de modelo legítimo da sã doutrina: 

“Estou pessoalmente convencido, meus irmãos, de que estais cheios de bondade, cheios de um perfeito conhecimento,  capazes de vos admoestar uns aos outros. (Romanos 6, 17)”

“Graças a Deus, porém, que, depois de terdes sido escravos do pecado, obedecestes de coração à regra da Doutrina na qual tendes sido instruídos. (Romanos 15, 14)”

E conforme testemunhos dos Patrísticos:

“De fato, essa comunidade (romana), dada sua autoridade superior, é necessário que esteja de acordo toda comunidade, isto é, os fiéis do mundo inteiro. Nela sempre foi conservada a Tradição dos Apóstolos. (Santo Irineu de Lion, Contra as Heresias. Livro 3. 3,2, anos 130-202 DC)”

Como testificou Papa Clemente I aos Coríntios:

“Vós, que fostes a causa da rebelião, sedes submissos aos vossos presbíteros, e aceita a correção. Se, porém, alguns não obedeceram ao que por nosso intermédio, Ele (Cristo) fez, saibam que se envolverão em pecado e perigo não pequeno. (Carta aos Coríntios 57.59, ano 35-97 DC)”

Por esse modelo, desde a era primitiva se cria na santidade do homem por participação em Deus pela graça; no Batismo Infantil; nos sacramentos; Dogmas Marianos; na Comunhão dos Santos; no Culto Dominical (MISSA) e a Iconografia, dentre outro dogmas Católicos.8

Também fora dito dessa Igreja de Roma, que sua fé se fundaria na Caridade:

“Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo E EM NOME DA CARIDADE QUE É DADA PELO ESPÍRITO, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim, (Romanos 15, 30) ” 

Ora, todo esse depósito de fideísmo católico, ainda hoje se faz presente na Igreja Romana.

A Noiva do Cordeiro (que não é bígamo, nem adúltero), como sua única consorte, possui direito exclusivo à herança sobrenatural do Noivo, que é o sacerdócio da salvação. Inclusive, é a única Igreja preservada desde os primórdios, sendo da Tradição Petrina para se cumprir aquilo das Escrituras:

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. (São Mateus 16, 18)”

Será ainda o instrumento pelo qual: “O Deus da Paz não tardará a esmagar satanás *debaixo dos vossos pés.  (Romanos 16, 20)”

Depois de Paulo, o termo Universal é novamente empregado em relação a Igreja e a fé romana por um discípulo do Apóstolo João, Inácio de Antioquia, santo mártir que registrou:

A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo, está a Igreja Católica. (Anos 67-90 DC, in Epístola aos Esmirnenses)”

A verdadeira fé cristã é única essencialmente SACRAMENTAL, e os sacramentos estão sob a autoridade exclusiva da Igreja, e não podem ser ministrados por pessoas em condições de excomunhão ou rebelião com essa Igreja.

Não pode se valer da autoridade da Igreja para ministrar os sacramentos, aqueles que negam essa autoridade.

O próprio Lutero, aparentemente constrangido com o resultado tenebroso de sua pretendida “reforma,” ao fim de sua trajetória escreveu:

“Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve SERÃO TANTAS SEITAS E TANTAS AS RELIGIÕES QUANTAS SÃO AS CABEÇAS.” (Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l )

“Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar A UNIDADE DA FÉ CONTRA AS DIVERSAS INTERPRETAÇÕES DA ESCRITURA que por aí correm” (Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289)

Conclui-se que a fé cristã verdadeira é aquela a qual foram revelados todos os efeitos misteriosos que a ENCARNAÇÃO DO VERBO produziu, e ainda produz entre nós por meio da Onipresença da sua humanidade divinizada, sendo a verdadeira Igreja, a detentora das CHAVES que nos ligam a essa humanidade extraordinárias, nos sinais corpóreos que lhes foram depositados, chamados sacramentos.


1 A união com a Divindade de Cristo, divinizou a Humanidade que assumira, a qual tomada da Virgem Mãe. Portanto, não era uma humanidade comum, a do Cordeiro, tendo nela toda a plenitude do Ser Divino. Dogma da União Hipostática. (Concílio da Calcedônia, ano 451).

2 Estes sinais nos foram deixados por Cristo, e são sete: Batismo, Crisma, Matrimônio, Ordem, Eucaristia, Penitência e Unção aos enfermos: ” Vi também na mão direita de quem estava assentado no Trono, um Livro escrito por dentro e por fora, SELADO COM SETE SELOS. ” (Ap 5. 1) ” Quem é digno de abrir e desatar os selos? O Leão da Tribo de Judá, o DESCENDENTE DE DAVI, achou meio de abrir o Livro E DESATAR OS SETE SELOS. ” (Apocalipse 5. 2 e 5)

3 Geralmente os defensores da heresia da “igreja invisível” são adeptos da sola scriptura. Ora, a Bíblia há de ser lida, e para ler, há de estar visível. Logo, se a Bíblia é parte da Igreja, é então, parte visível, o que contradiz com a ideia da invisibilidade.

5 Telestai é a palavra do grego koiné para consumado, que significa que tudo está reparado, reconstruído, nada lhe restando por acabar, e nada lhe restando a completar.

6 Na Sagrada Escritura é relatada ordenação de diáconos (Atos 6: 1-6); presbíteros (padres) (1 Timóteo 5: 17) e bispos (Atos dos Apóstolos, 20: 28 e Filipenses 1: 1). A primeira sucessão apostólica, para dar continuidade a Igreja, foi de Matias, sucessor de Judas: “Pedro se pôs de pé em meio aos irmãos – o número de pessoas reunidas era de cerca de cento e vinte – e lhes disse: ‘Irmãos, era preciso que se cumprisse a Escritura em que o Espírito Santo, pela boca de Davi, havia falado acerca de Judas, que guiou aqueles que prenderam Jesus. Porque ele era um de nós e obteve um posto neste ministério, convém, pois, que dentre os homens que andaram conosco todo o tempo em que Jesus viveu entre nós, a partir do batismo de João até o dia em que nos foi levado, um deles seja constituído testemunha conosco de sua ressurreição. Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. Então oraram assim: ‘Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois elegeste para ocupar no ministério do apostolado o posto do qual Judas desertou para ir para onde lhe correspondia’. Lançaram sortes e a sorte caiu sobre Matias, que foi agregado ao número dos doze Apóstolos” (Atos 1,16-17.21-26).

8 Existe no anedotário dos inimigos da Igreja, a alegação que fora Constantino, Imperador romano, quem “fundou a Igreja Católica”. Mas a história oficial desmente, pois vemos nos documentos do Império Romano, que o Édito de Milão, de Constantino (ano 313) conferiu liberdade de crença a todas as religiões, sendo que o Édito de Tessalônia, do Imperador Teodósio (ano 380), torna oficial a religião da Igreja de Roma, cuja fé fora dada ao povo romano pelos santos Apóstolos: “Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e Teodósio Augusto, ao povo da cidade de Constantinopla. Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem A RELIGIÃO QUE O DIVINO APÓSTOLO PEDRO DEU AOS ROMANOS, QUE ATÉ HOJE FOI PREGADA COMO A PREGOU ELE PRÓPRIO, e que é evidente que professam o pontífice Dámasoe o bispo de Alexandria, Pedro, homem de santidade apostólica. Isto é, segundo a doutrina apostólica e a doutrina evangélica cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos quem sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial. Dado o terceiro dia das Calendasde março em Tessalônica, no quinto consulado de Graciano Augusto e primeiro de Teodósio Augusto.

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