O ENIGMA DE SANSÃO.

Há no ser humano decaído uma luta formidável entre o desejo sincero pelo Bem que está em sua natureza por similaridade à imagem de Deus que nele reside,1 e o apetite desordenado pelos prazeres dos bens sensíveis, adquirido do pecado que lhe ofuscou a perfeição.

Para reparar esse defeito, conferiu Deus aos indivíduos a sua Graça, que move a razão humana a dominar sobre os instintos, e a alma a dominar sobre a matéria corporal sensível por meio da submissão voluntária, tanto da razão, quanto da alma a Deus.

A verdadeira luta entre o Bem e o mal não acontece apenas ambiente externo, senão dentro de cada um de nós, no âmago da nossa alma, durante todo o limiar da nossa existência.

O que prevalecer dessa dualidade entre iniquidade e virtude é o que vai determinar se somos imitadores de Cristo ou seus inimigos.

Dentre os eleitos de Deus, ninguém expressou melhor esse conflito colossal entre bondade e malícia que um certo juiz do povo hebreu, da tribo de Dan.2

O seu nome era Sansão.

Quando nos deparamos com sua história, difícil não indagar como Deus pôde ter escolhido um homem dotado de tantas imperfeições morais, vicissitudes éticas e pecados graves como a promiscuidade, a infidelidade a Deus, a ira, a natureza homicida e a soberba orgulhosa, dentre outros, para se tornar um dos grandes heróis da fé cristã,3 e mais que isso, transformar-se numa imagem sagrada e prefigurada do próprio CRISTO na história da humanidade.

Mas é certo, no entanto, que toda figura é sempre inferior ao seu original.

Todo superior é representado por um subordinado, e assim, é sempre o imperfeito que deve carregar a figura do perfeito, e não o contrário, pois é próprio do imperfeito nos fazer lembrar do que é perfeito.

Como o mal sofrido pode nos fazer dar mais valor à bondade, também o modo errado de vivência pode servir de incentivo na fé, quando se compreende que Deus permite que se saia dessa condição para outra diametralmente oposta que é a retidão de vida.

Ora, se até as bestas animais, os cordeiros abatidos em sacrifício de carne e sangue representaram a Pessoa de Cristo, não haveria porque Sansão também não o representar.

E talvez seja ele, uma das mais esplendorosas representações de Jesus no tempo dos antigos profetas.

Então, vejamos as semelhanças entre Jesus e Sansão, na tipologia.

Sansão teve o seu nascimento anunciado por um anjo, do mesmo modo que Cristo fora anunciado a Santíssima Virgem pelo anjo Gabriel:

E havia um homem de Zorá, da tribo de Dan, cujo nome era Manoá, e sua mulher sendo estéril, não tinha filhos; e o ANJO do Senhor APARECEU A ESTA MULHER, e disse-lhe… CONCEBERÁS E TERÁS UM FILHO…” (Juízes 13, 2 e 3)

Entrando, o ANJO disse-lhe: Ave cheia de Graça, o Senhor é contido. Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que CONCEBERÁS e DARÁS A LUZ UM FILHO, e lhe porás o nome de Jesus. ” (São Lucas 1. 28 a 32)

Tanto Jesus, quanto Sansão nasceram por meio extraordinário e miraculoso:

A mãe de Sansão, esposa de Manoá, era totalmente estéril:

[…] e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos. ” (Juízes 13.2 e 3)

Já a Mãe do Nosso Senhor, sendo virgem, engravidaria pelo poder do Espírito Santo, sem qualquer contado com homem:

Maria perguntou ao anjo: – Como se fará isso, POIS NÃO CONHEÇO HOMEM? Respondeu-lhe o anjo: – O ESPÍRITO SANTO DESCERÁ SOBRE TI, e a força do Altíssimo te envolverá com sua sombra. Por isso, o Santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.” (São Lucas 1. 34 e 35)

Sansão fora instituído por Deus como juiz local, para julgar os pecados do seu povo:

Ele JULGOU a Israel por vinte anos.” (Juízes 16.30)

Cristo é o Juiz Universal que julgará o pecado de toda humanidade:

Ele será ÁRBITRO de numerosas nações e JUIZ de povos longínquos e poderosos.” (Miqueias 4.3)

Eu te conjuro a presença de Deus e de JESUS CRISTO, que HÁ DE JULGAR os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu reino.” (II Timóteo 4.1)

Sansão fora escolhido por Deus, desde o ventre de sua Mãe, para livrar o povo hebreu da escravidão que era fruto dos pecados:

E os filhos de Israel voltaram a fazer o que era mau aos olhos de Senhor, que os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos.” (Juízes 13.1)

Porque eis que conceberás, e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha, porque o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ELE COMEÇARÁ A LIVRAR ISRAEL das mãos dos filisteus. (Juízes 13.5)

Similarmente, Jesus nos livra definitivamente de toda sujeição servil à iniquidade e à transgressão, sendo desde sua concepção no ventre da Santíssima Virgem, Deus Encarnado, condição essa necessária para o seu sacrifício.

Comprazei-vos, Senhor, EM ME LIVRAR. Depressa, Senhor, vinde em meu auxilio. (Salmos 39, 14)

Sansão foi traído por aquela a quem ele confiou, e amou como um homem ama uma mulher (eros), e seu nome era Dalila, que mediante uma manifestação fingida de afeto, representado em lamentação e lamúrias, criou uma chance ímpar para que os inimigos do juiz o capturassem.

[…] afeiçoou de uma mulher do vale de Soreque, cujo nome era Dalila […]; Disse pois, Dalila: – COMO DIRÁS QUE TENS AMOR POR MIM, E AINDA NÃO ME DECLARA EM QUE CONSISTE A SUA FORÇA? […] E ele descobriu todo o seu coração e lhe disse: – Nunca passou navalha sobre a minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre da minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como um outro qualquer […] e VENDO POIS DALILA, QUE JÁ DESCOBRIA SEU CORAÇÃO, mandou chamar os príncipes filisteus[…]; Dalila fez com que seu marido adormecesse sobre seus joelhos, e chamando um homem, mandou-se lhe que lhe rapasse as sete tranças de sua cabeça. Ela começou a dominá-lo, pois sua força o deixou. E disse, Dalila: – Sansão, os filisteus vem contra ti! Despertando do sono, disse consigo mesmo: – Sairei deles como das outras vezes, e me livrarei. Ignorava Sansão, que o Senhor já tinha se retirado dele.” (Juízes 16. 14 a 20)

Cristo, igualmente, fora traído por um de seus seguidores de confiança, um dos Apóstolos, a quem ele amou por Amor Divino (ágape), usando esse traidor também de um artifício fingido, um beijo na face, para criar a oportunidade para que seu Mestre fosse entregue aos seus inimigos:

O traidor lhes havia dado um sinal, dizendo: – aquele a quem eu beijar, esse é que é; prendei-o e o levai com segurança. Havendo chegado, aproximou-se de Jesus, E O BEIJOU. Eles puseram-lhe as mãos e prenderam-no.” (São Marcos 13.43 a 46)

Como preço da traição, tanto Sansão, quanto Cristo tiveram a captura cotada em moedas de prata:

Então os príncipes filisteus disseram: – Daremos, cada um de nós, mil e cem MOEDAS DE PRATA.” (Juízes 16.5)

Então, Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, sentiu remorso, e foi devolver as trinta MOEDAS DE PRATA ao chefe dos sacerdotes e anciãos, dizendo: – Pequei, entregando a morte sangue inocente.” (São Marcos 26. 3, 4 e 5)

Como nitidamente vemos a figura de Sansão próxima de Cristo, inevitavelmente também vemos em Dalila, a figura feminina de Judas Iscariotes.

Ambos, Dalila e Judas, deixaram-se moldar na pecaminosa da traição e da perfídia.

Havia no povo hebreu o desejo de entregar Sansão aos filisteus para que pudessem se livrar do jugo do juiz instituído por Deus para julgá-los em seus pecados:

DESCEMOS PARA te amarrar e TE ENTREGAR nas mãos dos filisteus.” (Juízes 15.12)

Jesus foi entregue para morrer, a Herodes e Pilatos, representantes do Império Romano, pelos sacerdotes judeus Anás e Caifás, os quais expressando a vontade popular, queriam se livrar do jugo de Cristo, para assim, continuarem vivendo no oculto dos seus pecados:

Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. (Mt 26,57-75; Mc 14,53-72; Lc 22,54-71) (São João 18, 13)” 

Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: “Convém que um só homem morra em lugar do povo. (São João 18, 14) (Anás ENVIOU-O PRESO ao sumo sacerdote Caifás.)* (São João 18, 24)” 

Crucifica-o! (São Marcos 15, 13)

Pilatos replicou: – Mas que mal fez ele? E eles clamavam mais ainda: –“Crucifica-o!” (São Marcos 15, 14)”

Sansão ofertou sua vida em sacrifício para iniciar o processo de libertação de seu povo da escravidão dos pagãos:

E o cabelo de sua cabeça começou a crescer, como quando foi rapado.” (Juízes 18, 23)

Então Sansão disse: – que morra Sansão com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes filisteus e sobre todo o povo que nela havia, e foram mais os que matou em sua morte do que os que matou em sua vida.” (Juízes 18.30)

Assim também, Cristo deu-se por livre e espontânea vontade como sacrifício para libertar o mundo da escravidão do inferno e do pecado:

Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”(São João 1.29)

Pai, em vossas mãos, ENTREGO O MEU ESPÍRITO. E DITO ISSO, EXPIROU.” (São Lucas 23, 46)

Encerrando esta tipologia, é certo ainda que tanto Sansão, quanto Jesus, morreram em sacrifício em posição de cruz, com os braços em riste, estendidos, apontando para o orienta (reino dos judeus) e ocidente (reino dos gentios), revelando ser Cristo o rei de toda terra e de todos os povos:

Também o povo, vendo isso, louvava o seu deus, dizendo: “O nosso deus entregou-nos o nosso inimigo, aquele que devastava nossa terra e matava tantos dos nossos”. 25.E estando eles de coração alegre, exclamaram: “Mandai vir Sansão para nos divertir!”. Tiraram-no da prisão e Sansão teve que dançar diante deles. Tendo sido COLOCADO ENTRE AS COLUNAS, 26.Sansão disse ao jovem que o conduzia pela mão: “Deixa que EU TOQUE AS COLUNAS QUE SUSTÊM O TEMPLO E QUE ME APÓIE NELAS”. 27.Ora, o templo estava repleto de homens e mulheres. Estavam ali todos os príncipes dos filisteus. Havia cerca de três mil pessoas, homens e mulheres, que do teto olhavam o prisioneiro dançar. 28. Sansão, porém, invocando o Senhor, disse: “Senhor Javé, rogo-vos que vos lembreis de mim. Dai-me, ó Deus, ainda esta vez, força para vingar-me dos filisteus pela perda de meus olhos”. 29.Abraçando então as duas colunas centrais sobre as quais repousava todo o edifício, pegou numa com a mão direita e noutra com a mão esquerda e gritou: 30.“Morra eu com os filisteus!”. Dizendo isso, sacudiu com todas as suas forças o edifício, que ruiu sobre os príncipes e sobre todo o povo reunido. Desse modo, matou pela sua própria morte muito mais homens do que os que matara em toda a sua vida.” (Juízes 16. 26 a 30)


“Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. (São Lucas 9, 23)”



Para entender o enigma de Sansão, é necessário, em primeiro lugar, entender como Sansão tipificou a imagem da Pessoa de Cristo, porque o enigma de Sansão é o próprio Cristo.

Reportemos o início da história de Sansão, quando ele se arde de paixão por uma mulher pagã filisteia residente no vale de Tamna, e quando se dirigia até os pais da jovem para pedir-lhes autorização para as núpcias, deparou-se com um LEÃO no seu caminho:

Sansão desceu com os pais, a Tamna. Quando chegaram às vinhas de Tamna, apareceu de repente UM LEÃO, rugindo, que arremeteu contra ele. O Espírito do Senhor apossou-se de Sansão, e ele despedaçou o leão COMO SE FOSSE UM CABRITO, sem ter coisa alguma na mão; e não quis contar isso aos seus pais.” (Juízes 14. 5 e 6)

De plano, a primeira referência de Cristo no leão é a forma com que Sansão o matou, despedaçando-o como se fora um cabrito.

No antigo sacerdócio, adoração era realizada mediante ao sacrifício de cordeiros ou cabritos, que tinha o sangue aspergido nos que se faziam presentes na assembleia sagrada, e depois a carne cortada para ser uma parte repartida para que se comesse com pães sem fermento; e a outra queimada em holocausto, pois a fumaça do cordeiro que subia profetizava a ascensão de Cristo ao céu:

Seguirás até o carvalho, onde se apresentarão a ti três homens que sobem a ADORAR a Deus em Betel, levando um três CABRITOS, outro três fatias de PÃO, e o terceiro um odre de VINHO.” (I Samuel 10. 3)

IMOLARÁS um NOVILHO em SACRIFÍCIO expiatório pelo pecado; por esse sacrifício TIRARÁS O PECADO DO ALTAR”. (Êxodo 29. 36)

Moisés tomou o sangue para aspergir com ele o povo: — “Eis o SANGUE da ALIANÇA que o Senhor fez convosco. (Êxodo24. 8)

Dias depois, tendo Sansão passado pelo mesmo caminho, deparou-se com esta cena:

[…] voltando, alguns dias depois, para desposá-la, afastou-se do caminho para ver o cadáver do leão. Mas eis que na boca do leão estava um enxame de abelhas com mel. Tomou o MEL NAS MÃOSFOI COMENDO pelo caminho. Alcançando os pais, deu-lhes do mel e eles comeram, mas não lhes disse que aquele mel provinha da boca do leão.” (Juízes 14. 8 e 9)

Por ocasião de suas bodas, ele recordou-se do fato e o transformou num enigma dado em desafio aos convidados filisteus, que apesar de celebrarem com ele, eram seus inimigos:

[…] deram-lhe trinta companheiros para estar com ele. 12.Sansão disse-lhes: “Vou propor-vos um enigma, se o decifrardes dentro dos sete dias das bodas e descobri-lo, vos darei trinta túnicas e trinta vestes de festa. 13.Mas, se o não puderdes decifrar, sois vós que me dareis trinta túnicas e outras tantas vestes de festa”. Eles responderam-lhe: “Propõe o teu enigma, para que o ouçamos”. 14.Ele lhes disse: – “Do que come saiu o que se come; do forte saiu doçura”. Durante três dias, não puderam decifrar o enigma.* 15.Quando chegou o quarto dia, disseram à mulher de Sansão: – Persuade o teu marido para que nos explique o enigma, se não queres que te queimemos com a casa de teu pai. Será talvez para nos despojar que nos convidastes?”. 16.A mulher de Sansão, desfazendo-se em lágrimas junto dele, disse-lhe: “Tu me odeias; tu não me amas. Propuseste um enigma aos filhos do meu povo e não me explicaste!”. “Nem sequer aos meus próprios pais eu o expliquei – respondeu ele – e haveria de explicá-lo a ti?”(Juízes 14)

Mas o real significado do enigma ia muito além daquilo que os olhos humanos poderiam captar.

Ora, o leão morto por Sansão era figura do Leão de Judá, símbolo de Cristo:

O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ, o descendente de Davi venceu para abrir o livro e os seus sete selos.” (Apocalipse 5.5)”

Sansão, o juiz soberbo e infiel a Deus, representava naquele momento todos nós, pecadores.

Em Sansão, a humanidade decaída sacrifica o leão.

Mas do sacrificado brotou-se uma colmeia farta em favos de mel, matando a fome de Sansão:

Mas eis que NA BOCA DO LEÃO estava um enxame de abelhas com mel. TOMOU O MEL nas mãos e FOI COMENDO pelo caminho.”(Juízes 14. 5 a 9)

Do sacrificado veio a comida, que impediu que seu algoz perecesse faminto no deserto do pecado. Cristo (a figura do leão) e o pecador (figura de Sansão ali, naquele momento), remido pela comida (figura da Eucaristia).

Jesus é a comida, o verdadeiro maná, que sacia a fome do pecado e impede nossa morte sem alimento.

Mas o antigo maná que lhe prefigurava, tinha GOSTO DE MEL, e era também, o pão que caíra do céu, para matar a fome do povo hebreu no deserto, depois da fuga do Egito:

Vou fazer chover PÃO DO alto do CÉU.” (Juízes 16.4)

[…] “Os israelitas deram a esse alimento o nome de MANÁ. Assemelhava-se à semente de coentro: era branco e tinha o sabor de uma TORTA DE MEL.” (Êxodo 16.31)

Disse Jesus:

Eu sou o PÃO VIVO que DESCEU DO CÉU, e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo”.” (São João 6.21

A EUCARISTIA É O MEMORIAL DO CORPO DE CRISTO PRESENTE

Assim, do bravo (Leão da Tribo de Judá) veio a doçura (Eucaristia, o pão de mel, o verdadeiro maná).

Outro dado que revela que é Cristo o enigma de Sansão, é que o mesmo só é desvendado no sétimo dia.

Tem-se o sétimo dia no Antigo Testamento, como o dia do Senhor,4 o dia em que o Cordeiro Pascoal fora sacrificado para a fuga do Egito:

POR QUE O DOMINGO É O MEMORIAL DA NOVA ALIANÇA?

A mulher de Sansão, desfazendo-se em lágrimas junto dele, disse-lhe: “Tu me odeias; tu não me amas. Propuseste um enigma aos filhos do meu povo e não me explicaste!”. “Nem sequer aos meus próprios pais eu o expliquei – respondeu ele – e haveria de explicá-lo a ti?” 17.E ela chorava assim até o sétimo dia das bodas. Ao SÉTIMO DIA, enfim, importunado por sua mulher, deu-lhe a chave do enigma, e ela por sua vez (apressou-se) a declará-lo aos seus compatriotas. 18.Estes, NO SÉTIMO DIA, antes do pôr do sol, disseram a Sansão: “Que coisa é mais doce que o mel, que coisa é mais forte que o leão?” Sansão lhes disse: “Se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis descoberto o meu enigma.” (Juízes 14)

Esse, portanto, era o enigma que o Espírito Santo de Deus deu a Sansão para ser entregue aos filisteus, para anunciar aos idólatras que Cristo viria ao mundo para redenção de toda humanidade.

E assim, Deus lançou Sansão contra os filisteus.

O justo Juiz da Tribo de Dan, (agora figura de Cristo) a julgar, por ocasião de sua morte sacrificial, a iniquidade dos inimigos de Deus.

O enigma de Sansão, portanto, é JESUS CRISTO.

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1  E Deus criou o homem a sua imagem e semelhança. (Gn 1. 26)

2 A Tribo de Dã é uma das 12 tribos de Israel, fundada por Dan, filho de Jacó e Bila. (Gn 30,4) A palavra Dã significa aquele que julga, em hebraico.

3 Conforme São Paulo: “Que mais direi? Faltar-me-á tempo, se falar de Gedeão, Barac, SANSÃO, Jetfé, Davi, Samuel e dos profetas. Graças a sua fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, viram se realizar as promessas. Taparam bocas de leões. (Hebreus 11,12)

4O sétimo dia era o Dia do Senho no antigo pacto, até que viesse o domingo na ressurreição de Cristo. Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus;(Êxodo 20. 8-11) “Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Vós comereis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.” (Êxodo 12, 11)

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