O VEGANISMO E O ABATE DE ANIMAIS PARA ALIMENTAÇÃO – RESUMO DA DOUTRINA CATÓLICA E DA VISÃO FRANCISCANA SOBRE O ASSUNTO.

O pecado contra Deus, que trouxe a morte na perda da vida eterna, fez com que o ser humano dependesse do sacrifício de outra vida para continuar vivendo.

O sacrifício de Cristo que é o sacrifício Maior, do próprio Deus feito homem, feito animal, foi necessário para quitar o débito mortal que tínhamos pelo desprezo para com Ele:

“[…] Ele vos reconciliou pela morte de seu corpo humano, para que vos possais apresentar santos, imaculados, irrepreensíveis aos olhos do PAI. (Colossenses 1,22)

O padecimento de uma mãe, no parto, muitas vezes é necessário para que sua criança possa sobreviver; e o sacrifício animálio torna-se necessário para alimentação pelos nutrientes que só encontramos na carne animal.1

A vida dos vegetais também é ceifada para que possamos nos alimentar, e assim continuar sobrevivendo. O vegetal, de igual modo aos animais, tem alma sensível, embora, logicamente, não tenha alma espiritual ou espírito que é um elemento exclusivo da raça humana, feita imagem e semelhança de Deus.

DA IMORTALIDADE DA ALMA

Esses sacrifícios (do animal, do vegetal e das mães parturientes de alto risco que morrem ao dar à luz), de certo modo são figuras do sacrifício Excelso do próprio Deus, que deu sua vida humana entre troca da nossa:

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (São João 15.13)

Quem dera ao homem não ter de comer para não matar. E quem dera a humanidade não tivesse pecado, para que sua continuidade na vida não dependesse da morte ou sacrifício de ninguém. De certo que o tráfico de animais, o abate clandestino ou com desnecessária e sádica violência empregada sobre os bichos é considerado grave pecado pela Igreja, ainda que para fins de servirem à mesa da refeição:

“91. Não pode ser autêntico um sentimento de união íntima com os outros seres da natureza, se ao mesmo tempo não houver no coração ternura, compaixão e preocupação pelos seres humanos. É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressa-se dos pobres ou procura destruir outro ser humano de que não gosta. Isto compromete o sentido da luta pelo meio ambiente. Não é por acaso que São Francisco, no cântico onde louva a Deus pelas criaturas, acrescenta o seguinte: «Louvado sejas, meu Senhor, por aqueles que perdoam por teu amor». Tudo está interligado. Por isso, exige-se uma preocupação pelo meio ambiente, unida ao amor sincero pelos seres humanos e a um compromisso constante com os problemas da sociedade. ” (Encíclica Papal Laudatio Si. Papa Francisco I, ano 2.015)

Diante disso, é fato que o CATÓLICO FIEL à sua Igreja, peca quando a pretexto de combater a idolatria veganista e ecológica aos animais, coloca-se em ponto diametralmente oposto, defendendo a negligência, o desdém e até os maus tratos aos animais, como se estes fossem os culpados pela visão desordenada que os modernista tem quanto a posição e o papel dos seres irracionais no âmbito da criação de Deus. 

Temos que honrar os animais que dispõem sua vida para nossa alimentação, porque eles são figuras, uma tipologia do próprio Cristo, que também se deu em alimento sobrenatural (Eucaristia), para que pudéssemos continuar vivendo.

Não amigos ambientalistas, veganos, panteístas e afins. São Francisco não era vegetariano, muito menos ecologista.

Desculpe desfazer a imagem ilusória de seu “são francisco amigo imaginário.”

Era SANTO, e, portanto, amava a Deus sobre todas as coisas, e o amor dele à criatura e a criação é um reflexo desse seu grandioso Amor pelo Criador.

Em seus textos e orações, como Irmão terra, Irmão sol e lua, ele louva a Deus (Laudate Si) por todos os alimentos que nos dá. 

Abater os alimentos que a terra nos dá para comer, seja animal ou vegetal, e comê-los para sobreviver não é pecado.

Por isso, louve ao Senhor pela comida da mesa que alimenta o estômago, pois ela figura a Eucaristia, a comida do altar que alimenta o espírito para a vida eterna2:”

Por que despender vosso dinheiro naquilo que não alimenta, e o produto de vosso trabalho naquilo que não sacia? Se me ouvis, comereis excelentes manjares, uma suculenta comida fará vossas delícias. ” (Isaías 55, 2)”

A EUCARISTIA É O MEMORIAL DO CORPO DE CRISTO PRESENTE

Ensinou Chesterton: Onde quer que haja ADORAÇÃO ANIMAL, ali haverá sacrifícios humanos.

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1 Em resumo, o Veganismo é um sistema sócio-político-cultural revolucionário, que engendra atos e campanha contra a alimentação animal, colocando os seres irracionais no mesmo nível que os racionais. Deus fez-nos superiores, porque foi por nós que ele deu a vida, e a vida de toda criação depende da nossa vida eterna, pois somos os zeladores dessa criação. Existem proteínas necessárias à nossa saúde, que só podemos encontrar na ingestão do alimento da carne e derivados do animal. Veja ainda: Nutrientes para o cérebro encontrados apenas em carnes e ovos

2 Abel, de seu lado, ofereceu dos PRIMOGÊNITOS do seu rebanho; e o SENHOR OLHOU COM AGRADO PARA ABEL E SUA OBLAÇÃO. ” (Gênesis 4. 4) O cordeiro de Abel representou o Cristo, pois no sacrifício animal havia dor, vida, morte, sangue, lágrima, enfim os elementos que futuramente comporiam o cenário da crucificação no calvário. Veja ainda: O QUE É ADORAÇÃO?

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